jueves, 31 de octubre de 2013

Para muestra un botón (CIDH) …


31 de octubre de 2013

El día Martes 29 el  presente mes,  gracias a la tecnología conseguimos presenciar en vivo vía internet, la sesión  ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) sobre la situación en relación a la   independencia judicial en Bolivia. Como peticionante la Fundación Nueva Democracia representados por el Dr. Rubén Darío Cuellar y la Dra. Silvia Salame. Por el Estado Boliviano, el Ministro del Gobierno Carlos Romero, el Presidente de Corte Suprema, Dr. Gonzalo Hurtado y tres funcionarios adicionales de apoyo.

Los temas afrontados  fueron, la sumisión del sistema judicial al órgano ejecutivo, detenciones arbitrarias, ejecuciones extrajudiciales, violaciones a los derechos humanos, aplicación retroactiva de leyes penales, persecución a jueces y constantes violaciones a la libertad de expresión. Sin embargo, el tema central es el sometimiento del sistema judicial al órgano ejecutivo, y esto se pone aún en mayor evidencia  con la presencia del Ministro de Gobierno exponiendo ante la CIDH los avances que Bolivia ha experimentado en el sistema judicial, dejando en segundo plano al Presidente de la Corte Suprema.

Como se dice, para muestra un botón. ¿Qué hace el Ministro de Gobierno en Washington presentándose y explicando ante la CIDH los avances del sistema judicial en Bolivia?,  parte que no es una novedad es una clara e incontestable penetración en el poder judicial por parte del poder ejecutivo, hasta en los foros internacionales. Sucede que para el Ministro de Gobierno es normal y rutinario inmiscuirse en asuntos del poder judicial en Bolivia y cree que lo puede hacer a nivel internacional.

Para los miembros de la CIDH les ha quedado por demás de claro la extensión de la injerencia del poder ejecutivo sobre el poder judicial en Bolivia. Este acto ingenuo del Ministro de Gobierno Carlos Romero le debería preocupar al Presidente Evo Morales, porque acaba de largar la última gota que colmó el vaso.

El hecho de la privación de autoridades judiciales llamadas por ley respetando competencias y jurisdicciones legales a algún procesado como se ha venido haciendo desde que se propusieron utilizar la justicia  como herramienta de ruina de ciudadanos destruyéndolos civilmente, ha sido la constante a tal extremo que se ha deteriorado el sistema judicial, ha generado mayor incertidumbre una de las  causas más importante  de la percepción de inseguridad que siente el ciudadano, uno de los ejemplos más nítido es toda la maquinación en uno de sus casos más relevantes que ha sido su bandera de sometimiento y para ello fue necesario la persecución de uno de los jueces que se atrevió a dictar una resolución contraria a los intereses gubernamentales como lo fue la del DR. Luis Tapia Pachi.

Ahora no nos debe sorprender de que el Gobierno de Evo Morales cumpla con su amenaza de retirarse de la CIDH para desvirtuar el próximo informe que este organismo presentará sobre la situación jurídica en Bolivia.

Alejandro Brown I.

Perseguido Politico.

martes, 29 de octubre de 2013

Película muestra las dos caras de Evo Morales

Filme mostra as duas faces de Evo Morales

 
 
  • Em cartaz na Mostra de São Paulo, ‘Um minuto de silêncio’ oferece uma visão crítica do governo do presidente boliviano
  • Autor do documentário, o italiano Ferdinando Vicentini Orgnani diz que presidente boliviano traiu a ‘revolução’


Carlos Helí de Almeida (Email)
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Filme mostra que Evo Morales, primeiro presidente boliviano de origem indígena, eleito por 54% dos votos, passou a encontrar oposição da população nativa
Foto: /Divulgação
Filme mostra que Evo Morales, primeiro presidente boliviano de origem indígena, eleito por 54% dos votos, passou a encontrar oposição da população nativa/Divulgação


RIO — Em 2008, o diretor italiano Ferdinando Vicentini Orgnani foi a Nova York entrevistar o ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, deposto do cargo em 2002, depois de forte reação popular à política de privatização de recursos energéticos do país. Como era para ser um filme “sobre a queda do poder”, Orgnani resolveu visitar a Bolívia e investigar as origens de tamanho ódio contra aquele homem, e tentar entender o que acontecia naquele país, então governado por Evo Morales, o primeiro indígena a chegar ao poder, e o resultado de suas políticas de inclusão social. Encontrou um país dividido, frustrado em sua revolução campesina, tumultuado por protestos e violentos atos de repressão. A temporada de um ano estendeu-se por cinco, que acabaram resultando no documentário “Um minuto de silêncio”, que faz sua estreia na 37º Mostra Internacional de São Paulo (a terceira e última sessão está marcada para esta terça-feira (22), às 15h30, no Espaço Itaú de Cinema).
— Fui investigar a história de Sánchez de Lozada, um criminoso de fama mundial, condenado ao exílio, e acabei descobrindo que o vilão não é tão ruim assim, e o atual herói que o substituiu não é tão bonzinho também. O que vi na Bolívia foi muita contradição — explica o diretor de 50 anos, que veio a São Paulo apresentar as primeiras sessões públicas do filme, e ouviu reações inflamadas de defensores da política do presidente boliviano, que chegaram a gritar “fora, imperialistas!”, sem querer ouvir as argumentações do realizador. — Algumas pessoas da plateia, inclusive argentinos e bolivianos, se recusam a ouvir críticas a Evo Morales, se diziam ofendidas, saíam e entravam da sala de exibição. Perguntavam: “Como você pode defender Lozada?”. O que eu poderia fazer? Mentir, só porque tenho uma ideologia diferente da deles?
Protesto em parque nacional
“Um minuto de silêncio” cobre a situação boliviana desde a saída de Lozada até a repressão, em 2011, de um protesto indígena contra a construção de uma rodovia que cortará o Parque Nacional Isiboro Sécure, o Tipnis, reserva natural criada pela Constituição e que tem como objetivo ampliar o cultivo da folha de coca e escoá-la para fora do país. É uma crônica da gradual transformação do entusiasmo inicial pela revolução de um ex-líder sindical dos cocaleros (agricultores que cultivam a coca, um dos elementos da tradição indígena) que chegou ao poder com 54% do voto popular, mas que hoje dá sinais de que “utilizará de todos os meios, líticos e ilícitos, para permanecer no poder”, segundo palavras de Orgnani. O filme é alimentado por imagens de protestos contra medida impopulares do governo — algumas recebidas com bombas de efeito moral — e depoimentos de civis perseguidos pelo regime de Morales, como o jornalista Juan Carlos Arana: “Temos cerca de 100 líderes de oposição na cadeia hoje. Quando Evo entrou, seis dos nove governadores eram de partidos de oposição; hoje existe apenas um”, enumerou.
A visão do governo Morales está representada na participação de seu vice, Álvaro García Linera. Ele lembra que, antes de Evo (líder do partido Movimento para o Socialismo), havia “uma estrutura patrimonial do poder, que era um assunto de família que, por natureza, gerava governantes e presidentes”, e que Evo havia acabado com a hegemonia branca. Mais adiante, Leopoldo Fernández Ferrera, prefeito de Pando, rebate: “Se você substituir uma minoria por outra minoria cocalera, não está mudando nada, ou seja, ele substituiu uma burguesia industrial e bancária, por uma burguesia cocalera”. O filme também lembra o massacre de outubro de 2003, resultantes dos protestos contra a decisão do governo de vender a produção de gás natural para os Estados Unidos. O diretor e o seu câmera precisaram passar por equipe de TV ou meros turistas para poder registrar a revolta dos indígenas que vivem no Parque Nacional de Tipnis, que acusam a polícia e o exército de ter matado e sumido com manifestantes.
— É certo que Evo Morales criou leis de inclusão, e muitos sindicatos e empresas que queriam o poder puseram dinheiro na campanha dele para a presidência. Mas o que eu vejo é um governo sequestrado por esse desejo de poder. Posso falar de cadeira, porque venho de um país onde vivemos durante 20 anos sob os mandos de Silvio Berlusconi. — O que me parece é que Morales traiu a revolução a que se propunha. Não é uma democracia.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/filme-mostra-as-duas-faces-de-evo-morales-10481959#ixzz2jASLuA8c
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Senador boliviano Roger Pinto Molina participa de debate na Mostra de SP

  • Carlos Moura/CB/D.A Press
    O senador boliviano Roger Pinto Molina falará com público após a exibição do documentário "Um Minuto de Silêncio"O senador boliviano Roger Pinto Molina falará com público após a exibição do documentário "Um Minuto de Silêncio"
O senador boliviano Roger Pinto Molina, que fugiu para o Brasil em agosto deste ano, participará de um debate neste sábado, 19, no Espalo Itaú de Cinema, na Rua Augusta, após a exibição do filme "Um Minuto de Silêncio", marcada para às 21h30. O documentário faz parte da 37ª Mostra de Cinema de São Paulo.

  • Reprodução Imagem do documentário "Um Minuto de Silêncio", que faz parte da Mostra de São Paulo
O documentário, de Ferdinando Vicentini Orgnani, retrata a eleição do presidente Evo Morales, primeiro presidente da Bolívia de descendência indígena, e os recentes protestos indígenas da TIPNIS (Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure).
Em entrevista ao programa Poder e Política, da Folha e do UOL, nesta sexta (18), o assessor do Planalto Marco Aurélio Garcia disse que o governo não considera devolver o senador para a Bolívia. "Devolvê-lo para a Bolívia, nós não devolveremos", disse. "Há duas possibilidades: ou ele pode ter asilo aqui ou ele pode ir para outro país. Analisando estritamente as hipóteses".
Garcia também criticou a postura do senador ao visitar o Congresso nesta semana enquanto aguarda a resposta sobre o pedido de refúgio ao Brasil. "Eu já fui asilado e sei que uma das normas do asilo é boca calada", disse o assessor.

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15 destaques da Mostra de São Paulo15 fotos

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"Child"s Pose", do romeno Calin Peter Netzer, mostra uma mãe tentando livrar o filho, que se envolveu em um acidente, da prisão. O acidente ocorre no momento em que o homem, de 34 anos, tenta se tornar independente da mãe, mas ela espera que livrando o filho da cadeia volte a ter controle sobre ele. O longa ganhou o Urso de Ouro em Berlim em 2013 Leia mais Reprodução

Assista aos trailers de filmes que estreiam em breve - 15 vídeos

Leia mais em: http://zip.net/bwldrn

Revista Veja: Carlos Brickmann: O estranho silêncio sobre filme que mostra suposto envolvimento do governo Evo Morales com produtores de cocaína

Coluna do

Ricardo Setti


http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/carlos-brickmann-o-estranho-silencio-sobre-filma-que-mostra-suposto-envolvimento-do-governo-evo-morales-com-produtores-de-cocaina/

23/10/2013
às 18:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: O estranho silêncio sobre filme que mostra suposto envolvimento do governo Evo Morales com produtores de cocaína

"O Governo brasileiro já deixou claro qual é seu lado: segurou Roger Pinto Molina ao máximo na Embaixada, e puniu o diplomata Eduardo Saboia, que o retirou de lá por terra" (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr)
“O Governo brasileiro já deixou claro qual é seu lado: segurou Roger Pinto Molina ao máximo na Embaixada, e puniu o diplomata Eduardo Saboia, que o retirou de lá por terra” (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ ABr)
Nota da coluna de ontem, terça-feira, do Observatório da Imprensa
O LADO ESCURO DA FORÇA
Carlos BrickmannO presidente boliviano Evo Morales arrisca transformar-se num novo ícone do cinema mundial. Neste último fim de semana, durante a Mostra de Cinema de São Paulo, foi exibido o filme Um Minuto de Silêncio, do italiano Ferdinando Orgnani, que procura demonstrar o envolvimento do governo Evo com os produtores de cocaína.
Na plateia, concentrando as atenções, o senador boliviano Roger Pinto Molina, que ficou 455 dias em silêncio, confinado na Embaixada do Brasil em La Paz, à espera do salvo-conduto para deixar o país.
Alguém prestou atenção no ruidoso silêncio dos meios de comunicação a respeito do filme?
Pois vão continuar esforçando-se para saber do próximo filme, já que o silêncio, ao que tudo indica (nada foi noticiado a esse respeito até hoje), será também estrondoso.

O próximo filme deve ser lançado em três meses: é Missão Bolívia, de Dado Galvão, sobre a ditadura do narcotráfico que, afirma, permeia o governo de Evo Morales.
O governo brasileiro já deixou claro qual é seu lado: segurou Roger Pinto Molina ao máximo na Embaixada, e puniu o diplomata Eduardo Saboia, que o retirou de lá por terra. No caso de Dado Galvão, tomou-lhe o passaporte, para que não entrevistasse o senador que estava asilado na Embaixada brasileira.
O filme de Dado Galvão mostra a luta de Roger Pinto Molina, a posição do Brasil, a decisão de Evo Morales de colocar-se sob a proteção e o comando da Venezuela. E culmina com o emocionante reencontro de Pinto Molina com a família, asilada no Acre, depois da separação que durou mais de um ano.
"Dado Galvão foi um dos responsáveis pela visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sanchez" (Foto: Divulgação)
“Dado Galvão foi um dos responsáveis pela visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sanchez” (Foto: Divulgação)
Dado Galvão foi um dos responsáveis pela visita ao Brasil da blogueira cubana Yoani Sanchez, que provocou a ira das patrulhas ideológicas que até hoje não entendem como é que Fidel Castro não é titular da Seleção de Felipão.
Prepare-se: a imprensa pode não dar notícia alguma, nem a favor nem contra, mas os revolucionários do Facebook devem estar prontinhos para republicar o material contra Dado Galvão e seu filme que lhes for enviado.

La CIDH solicita más información sobre la independencia judicial en Bolivia


Washington, 29 oct (EFEUSA).- La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) solicitó hoy más información para analizar la situación de la independencia judicial en Bolivia tras escuchar a peticionarios y representantes del Estado en una tensa audiencia dentro del 149 periodo de sesiones que celebra el organismo.
Rubén Darío Cuéllar y Silvia Salame, representantes de la Fundación Nueva Democracia, aseguraron que en el país andino existe un "secuestro del sistema judicial por parte del órgano ejecutivo, detenciones arbitrarias y crímenes extrajudiciales", entre otras violaciones de los derechos humanos.
Cuéllar añadió además "violaciones insistentes a los derechos políticos, la aplicación retroactiva de las leyes penales, la persecución a jueces independientes, la vulneración al derecho a la doble instancia en juicios de responsabilidad y las constantes violaciones a la libertad de expresión".Por su parte, Salame quiso aclarar que sus denuncias no se realizan contra el sistema judicial boliviano en sí mismo, sino que con ellas buscan "que se respete al órgano judicial" y su independencia, y evitar así que se vulneren los derecho de los bolivianos.
"A lo largo de los últimos cinco o seis años de gestión del actual Gobierno se han ido introduciendo una serie de presiones para lograr fallos en función de los objetivos del ejecutivo", reclamó Salame, exmagistrada del Tribunal Constitucional del país.
Durante el turno del Estado, el ministro de Gobierno (Interior) boliviano, Carlos Romero, calificó a sus interlocutores de "políticos que se camuflan en la defensa de los derechos humanos" y aseguró que los peticionarios "tienen un concepto restringido de lo que hoy es la democracia en Bolivia".
"Hemos experimentado profundas transformaciones estructurales, que no solamente han permitido incorporar a sujetos excluidos, como indígenas y mujeres, sino que ha permitido la redistribución del poder político hacia las regiones", dijo Romero.
Los miembros de la Fundación Nueva Democracia aludieron a casos de destituciones públicas improcedentes e incluso aseguraron haber contabilizado desde septiembre de 2011 un total de 60 ejecuciones extrajudiciales.
El ministro de Gobierno retó a los peticionarios a que demostraran uno solo de esos fallecimientos y les acusó de tener una visión "darwinista" de la democracia boliviana.
Ante el intercambio de acusaciones, el comisionado colombiano Rodrigo Escobar Gil solicitó información por escrito que aclare los mecanismos de funcionamiento del Tribunal Constitucional de Bolivia y, respecto a las destituciones denunciadas por los peticionarios, pidió que se detallara si estas habían sido llevadas a cabo respetando el debido proceso.
Asimismo, Escobar Gil pidió datos sobre los mecanismos de control judicial en Bolivia y si son o no efectivos.
Los peticionarios instaron a la CIDH a que visite "in loco" el país y "compruebe las denuncias" que plantean en sus informes.
La Fundación Nueva Democracia quiso hacer partícipe de la audiencia a un representante de la misión de Hungría en Washington DC para relatar el caso del ciudadano húngaro Elöd Tóásó, encarcelado desde hace más de cuatro años en Bolivia acusado de intentar asesinar al presidente Evo Morales.
Sin embargo, ante las quejas reiteradas del Estado boliviano y la tensión creciente en la audiencia y, al no haber sido anunciada su intervención como parte de los testimonios, la Comisión consideró incluir sus declaraciones por escrito.
Tóásó fue detenido el 16 de abril de 2009 en La Paz en un operativo policial en el que murieron tres personas y dos fueron detenidas, por un presunto complot para matar a Morales. EFE

Senador Roger Pinto Molina no es delincuente, dice el cineasta italiano Ferdinando Orgnani

Senador Roger Pinto Molina não é delinquente, diz cineasta italiano
Lucas Rizzi
Da Agência ANSA

São Paulo – “Estou seguro que ele não é um delinquente. Ele representa uma categoria de opositores a essa nova era Evo Morales e tem o direito de falar.” A frase do diretor italiano Ferdinando Orgnani expressa claramente sua opinião sobre o senador boliviano Roger Pinto Molina, asilado no Brasil desde 25 de agosto, quando fugiu da embaixada brasileira em La Paz com a ajuda de diplomatas.
No último sábado (19), Molina foi hostilizado em um debate após a exibição do documentário “Um minuto de silêncio”, dirigido por Orgnani, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme faz um retrato das transformações que ocorreram na Bolívia desde a ascensão do presidente Evo Morales, em 2006.
O senador foi convidado para participar de uma discussão após a sessão, mas assim que começou a falar, alguns espectadores começaram a gritar contra a sua presença. “Eram dois argentinos, e um deles levantou a voz e saiu. A minha impressão sobre o senador é que ele se meteu contra o governo e o tiraram. Sua história é igual a muitas outras, onde alguém é acusado de corrupção por adotar posições contra o governo”, conta o diretor.
O documentário recebeu algumas críticas de pessoas que gostariam de ver mais opiniões favoráveis a Morales, mas o italiano diz que fez um trabalho equilibrado, procurando dar sentido a diversos fragmentos de uma sociedade bastante dividida. “Nesse tipo de trabalho é inevitável não encontrar alguém que te agrida. Mas se um documentário não suscita polêmica, não tem o contraditório, é melhor não fazê-lo”, afirma.
Segundo Orgnani, o objetivo era estabelecer um contraste entre o velho poder, simbolizado pelo ex-presidente Sánchez de Lozada, e a experiência socialista liderada por um indígena, algo que para ele era “belíssimo e muito promissor”. “Depois notamos como as coisas não andaram como se esperava. Mas eu não tomo posições nos meus documentários. Meus filmes mostram perguntas, e não respostas”, completa. (Ansa Brasil)

Posible cambio de gobierno en Argentina anima a los mercados

BUENOS AIRES—Las elecciones legislativas en Argentina confirmaron lo que muchos inversionistas habían anticipado durante meses: el régimen populista encabezado por la presidenta Cristina Fernández de Kirchner podría ser reemplazado por un gobierno que trate de mejorar el clima de inversión del país una vez que termine su gestión en 2015.
Tales esperanzas han apuntalado un auge de dos meses y medio en los precios de las acciones y los bonos de Argentina. Los inversionistas consideran que los valores del país se siguen cotizando con un descuento significativo después de años de inflación alta y nacionalizaciones de empresas y se podrían apreciar.
Reuters
Cristina Fernández de Kirchner, en la Asamblea General de la ONU el 24 de septiembre.
El Frente para la Victoria de Kirchner y sus aliados conservaron sus mayorías en el Senado y la Cámara de Diputados en los comicios del domingo. Sus candidatos, sin embargo, tuvieron un pobre desempeño en distritos electorales clave, como los de las provincias de Santa Fe y Buenos Aires, donde se impuso con una holgada mayoría Sergio Massa, un ex jefe de gabinete de la mandataria que se ha transformado en uno de los principales detractores de su política económica.
Las acciones y los bonos se han disparado desde que las elecciones primarias del 11 de agosto sugirieran que Kirchner no conseguiría un mandato político lo suficientemente robusto como para enmendar la Constitución con el fin de volverse a postular a la presidencia. Líderes moderados como Daniel Scioli, el influyente gobernador de Buenos Aires, y el propio Massa ya han indicado sus planes de presentarse a las elecciones presidenciales en 2015.
Observadores políticos señalan que estos líderes moderados, que también pertenecen al movimiento peronista gobernante, se encuentran en una posición sólida para desafiar el liderazgo de facto de Kirchner dentro del peronismo y allanar el camino para las reformas económicas. Se espera, igualmente, que la mandataria enfrente la presión de algunos de los principales gobernadores y legisladores peronistas para asumir el costo político de corregir algunos desequilibrios económicos.
Pocos mercados en el mundo están parcialmente protegidos de los movimientos en las tasas de interés estadounidenses y tienen "un claro sendero hacia un cambio de gobierno a favor de una mejoría del clima de inversión", manifestó Daniel Freifeld, director ejecutivo del fondo Callaway Capital Management LLC, que ha invertido millones de dólares en valores de los mercados emergentes.
Después de las primarias de agosto, el fondo compró bonos soberanos de Argentina denominados en dólares y acciones de YPF SA, YPFD.BA +1.22% la principal petrolera del país, que cotizan en EE.UU., apostando a que los precios subirán bajo un nuevo gobierno.
El índice Merval, que agrupa a las acciones líderes de la Bolsa de Buenos Aires, acumula un alza de 40% desde comienzos de agosto y de 60% en lo que va del año. Los bonos de referencia también han repuntado. El Bonar denominado en dólares que vence en 2017 ha subido 40% en lo que va del año y casi la mitad de ese avance se ha producido después de las primarias del 11 de agosto. El Merval cerró el lunes con una caída de 1% luego de que los inversionistas aprovecharan la jornada para cosechar ganancias tras las elecciones del domingo.
"Argentina está pagando deudas, su flujo de caja proviene de las exportaciones, de modo que sigo invirtiendo en el país", dijo Ray Zucaro, director gerente principal de SW Asset Management, que gestiona US$382 millones en activos y posee bonos de provincias argentinas y valores vinculados al crecimiento. "Las políticas del gobierno son malas, así que si hay un cambio de régimen, eso sería como la cereza sobre el pastel para nosotros".
Observadores indican que la gran pregunta ahora es si el gobierno de Kirchner tratará de arreglar algunos de los problemas económicos antes de dejar el poder o si pasará esa tarea a su sucesor. Entre los problemas figuran una inflación de dos dígitos y la escasez de divisas extranjeras, que han mermado el crecimiento.
"Aún faltan dos años y los próximos pasos del gobierno serán mucho más importantes a la hora de fijar el tono del mercado que los resultados de la votación", indicó Adrián Mayoral, operador de la corredora Mayoral Bursátil.
Kirchner, por su parte, no ha aparecido en público desde que se sometiera a una intervención quirúrgica el 8 de octubre por un hematoma craneal. Los analistas no prevén cambios de política importantes hasta que reanude sus funciones en noviembre. Ahora que habría quedado descartada su reelección, podría estar ocupada tratando de impedir deserciones desde su Frente para la Victoria hacia las facciones más moderadas del peronismo que tendrían mejores posibilidades de triunfar en 2015.
La inflación ha minado la confianza del público en el peso argentino. La respuesta del gobierno —controles de capital y barreras comerciales— no han evitado que sus reservas extranjeras cayeran a un mínimo de seis años y medio, a unos US$34.000 millones.
Muchos economistas anticipan que Kirchner redoblará el racionamiento de dólares y las restricciones a las importaciones para frenar la salida de reservas, que utiliza para pagar a los acreedores del gobierno.
—Prabha Natarajan y Ken Parks contribuyeron a este artículo.

lunes, 28 de octubre de 2013

Los brasileños luchan por la libertad de expresión en Facebook, Twitter y YouTube

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304066404579125853537157062.html?mod=WSJS_actualidad_LeftTop
 
SÃO PAULO—Brasil está sumido en un debate sobre la libertad de expresión, y en el centro están los usuarios de medios sociales, incluyendo un hombre que se hace llamar "tonto anónimo" (Otário Anonymous en portugués).
La popular figura de Internet investiga presunta publicidad falsa y se queja de ella en YouTube con una bolsa de papel cubriendo su cabeza. En un video, advierte a los consumidores sobre lo que dice son cobros encubiertos cuando invierten en un fondo de Banco Bradesco BBDC4.BR +0.06%SA. "Esto es lo que hacen", dice en el video, imitando a un ladrón armado, disparando con su dedo y embolsillandose un fajo de billetes.
Bradesco determinó que el video era ofensivo y el año pasado ganó un caso contra Google Inc. GOOG +0.43%para que lo quitara de su plataforma YouTube. Google está apelando el fallo.
 
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Canal do Otario
Uno de los videos de Otário
El caso de Otário es uno de cientos que Google enfrenta cada año en Brasil, el país en el que recibe la mayor cantidad de solicitudes judiciales o gubernamentales para quitar material de sus plataformas.
Aunque la Constitución de Brasil protege la libertad de expresión, las leyes del país contra el anonimato y la difamación han sido usadas por celebridades, empresas y funcionarios del gobierno para censurar a sus críticos. Brasil no tiene protecciones, comunes en otros países, que liberan de la responsabilidad a los proveedores de servicios de Internet por el contenido generado por los usuarios.
Esa tensión, entre la libertad de expresión y la protección legal, tiene consecuencias en el mundo real también. En un ejemplo prominente, el cantante Roberto Carlos consiguió en 2007 la prohibición de las ventas de su biografía bajo una ley que requiere que personas famosas autoricen ese tipo de libros con anterioridad. Las ventas de una biografía no autorizada de Lily Safra, una millonaria brasileña, también fueron suspendidas este año. La editorial está peleando el fallo.
Expertos de la industria dicen que es cuestión de tiempo antes de que un caso llegue a la Corte Suprema de Justicia de Brasil, lo que podría determinar de una vez por todas si las personas tienen el derecho constitucional de hacer declaraciones públicas no autorizadas sobre empresas y figuras públicas.
Los legisladores están intentando llenar el vacío con un proyecto de ley que fortalecería los derechos de los usuarios a la libertad de expresión en Internet y limitaría el tiempo que las empresas pueden almacenar datos de los usuarios. Este mes se llevaría a cabo una votación sobre el tema.
Pero incluso con la ley, "la Corte Suprema tendrá la última palabra en los delineamientos que tienen que ver con la libertad de expresión", dijo uno de los autores del proyecto, Ronaldo Lemos, director del Instituto para Tecnología y Sociedad de Rio de Janeiro.
Entre tanto, enormes volúmenes de contenido generado a diario en las redes sociales brasileñas están creando una montaña de casos en los tribunales de Brasil.
Muchas personas, incluyendo los defensores de la libertad de expresión e incluso algunos jueces, argumentan que las leyes tienen que cambiarse para lograr una democracia funcional.
En 2012, el mismo año en el que los brasileños se ubicaron entre en los usuarios más frecuentes de YouTube, Facebook FB -2.73%y Twitter en todo el mundo, Google dijo que recibió pedidos para retirar 756 piezas de contenido relacionado a las elecciones. Brasil también encabeza la lista de países en el reporte de transparencia de Twitter para el primer semestre de 2013, con 10 solicitudes judiciales y de agencias del gobierno para quitar contenido.
Google apela muchas de las órdenes en Brasil, incluyendo aquellas que protestan por contenido que acusa a fiscales y jueces de incompetencia y corrupción. Pero en 35 casos en el segundo semestre de 2012, Google tuvo que retirar material después de perder las apelaciones.
En la batalla por el video de Otário, Bradesco ganó el caso contra Google gracias a un artículo de la Constitución de Brasil que garantiza libertad de expresión pero prohíbe el anonimato. La clausula ha sido blanco de controversia, especialmente cuando hace poco el gobierno estatal de Rio de Janeiro la uso para impedir que los manifestantes usaran máscaras durante protestas callejeras.
La cláusula "es algo que es muy anticuado, algo que vería en otro mundo, no en 2013" señaló Lemos. "No tiene ningún sentido".
Google no ha quitado el video y ha apelado el caso ante un tribunal federal en São Paulo. Bradesco declinó hacer comentarios.
En una entrevista con The Wall Street Journal, Otário dijo que valora el anonimato para proteger su habilidad de hablar libremente y para permitir que televidentes de todos los estratos se identifiquen con él. Además de la bolsa de papel, usa un vestido y guantes blancos para cubrir su raza y edad y no quiso revelar su nivel de educación. Su voz es distorsionada a un tono agudo, como el del ratón Mickey.

¿Será Bolivia el próximo Afganistán?

El país andino es un centro para el crimen organizado y un refugio para los terroristas

    Por
  • MARY ANASTASIA O'GRADY
En los años transcurridos después de una brutal ocupación soviética que duró 10 años, Afganistán se transformó en un caldo de cultivo en el que se incubó una cultura del crimen organizado, la radicalización de la política y el fundamentalismo religioso, un lugar propicio para que Osama bin Laden instalara sus operaciones.
Ahora, algo parecido podría estar ocurriendo en Bolivia. El gobierno es un defensor de los cocaleros, Irán aumenta su presencia en el país y los informes que llegan desde el terreno insinúan que también están llegando extremistas africanos.
 
Reuters
Evo Morales
El presidente boliviano, Evo Morales, que también preside la confederación de productores de coca, y el vicepresidente Álvaro García Linera, un ex militante del Ejército Guerrillero Túpac Katari,
empezaron a construir un narco-Estado represivo cuando llegaron al poder en 2006.
El primer paso fue la creación de una cultura del temor. Numerosos grupos de intelectuales, tecnócratas y ex funcionarios del gobierno fueron hostigados y muchos huyeron.
José María Bakovic, de 75 años y un ex especialista en infraestructura del Banco Mundial, fue uno de los atacados, pero se negó a dar su brazo a torcer. Como presidente de la comisión de carreteras, desarrolló entre 2001 y 2006 un sistema de subastas diseñado para reducir la corrupción en la construcción de rutas. El sistema se interponía en el camino de Morales. Bakovic fue encarcelado en dos ocasiones y tuvo que comparecer ante los tribunales más de 250 veces, acusado de delitos administrativos, según fuentes cercanas al caso. Nunca se probó nada.
Los fiscales convocaron a Bakovic a una reunión en La Paz a inicios de octubre para un nuevo interrogatorio. Los cardiólogos advirtieron que la altitud acabaría con su vida. El gobierno pasó por alto sus objeciones, con lo que emitió el equivalente a una sentencia de muerte. Bakovic se trasladó a La Paz el 11 de octubre, sufrió un ataque al corazón y falleció en Cochabamba el día siguiente.
Con la oposición acorralada, Morales ha convertido a Bolivia en un centro internacional del crimen organizado y en un refugio para los terroristas. La Administración de Control de Drogas de Estados Unidos (DEA) fue expulsada. Información de la Organización de Naciones Unidas muestra que la producción de cocaína está en alza en Bolivia desde 2006 y hay informes no confirmados de que delincuentes mexicanos, rusos y colombianos han viajado al país para tratar de obtener una parte del pastel. Lo mismo ocurre con los militantes que quieren recaudar fondos y operar en el Hemisferio Occidental.
La conexión con Teherán no es ningún secreto. Irán es un miembro sin derecho a voto de la Alianza Bolivariana de las Américas, ALBA. Los miembros con derecho a voto son Cuba, Bolivia, Ecuador, Nicaragua y Venezuela.
En su testimonio ante el Comité de Seguridad Nacional de la Cámara de Representantes de Estados Unidos, presentado en julio, el especialista en temas de seguridad global Joseph Humire describió el interés de Irán en ALBA de la siguiente manera: "Irán comprendió que la ola de populismo autoritario conocida como 'Socialismo del Siglo XXI' que se estaba expandiendo por la región le otorgaba a la República Islámica un entorno permisivo para llevar a cabo su agenda global contra Occidente". Bolivia es tierra fértil.
Irán podría haber financiado total o parcialmente la construcción de una nueva instalación de entrenamiento militar de ALBA en las afueras de Santa Cruz. Según Humire, ha trascendido que la embajada de Irán en La Paz "alberga al menos a 145 funcionarios iraníes registrados". A ello habría que sumar el respaldo bolivariano a los convertidos al radicalismo islámico como el argentino Santiago Paz Bullrich, un discípulo del clérigo iraní Mohsen Rabbani y el cofundador de la primera asociación islámica Shia en La Paz.
Irán podría estar utilizando su red boliviana para contrabandear minerales estratégicos como el tantalio (que se usa en el revestimiento de misiles), indicó Humire al Congreso estadounidense. Hasta podría haber contrabando de personas. Informaciones no confirmadas pero de fuentes fidedignas describen a altos funcionarios ordenando la emisión de documentos de identidad y pasaportes para numerosos jóvenes "turcos", un coloquialismo sudamericano para referirse a las personas que provienen de Medio Oriente. Un testigo le dijo a una de mis fuentes en Bolivia (que pidió permanecer en el anonimato por motivos de seguridad personal) que los extranjeros eran iraníes, pero no eran diplomáticos.
El diario boliviano La Razón informó que el posible cónsul boliviano en Líbano fue detenido por las autoridades bolivianas por presuntamente tratar de pasar de contrabando 392 kilos de cocaína a Ghana.
Gracias a una demanda estable de cocaína, el dinero en efectivo abunda en la economía boliviana. África es parte de una de las principales rutas de transporte por donde se mueve la cocaína con destino a Europa. Eso podría explicar la presencia de somalíes, etíopes y sudafricanos que se han visto en Santa Cruz, que no es un destino común para la emigración africana. En abril, fue hallado el cuerpo parcialmente quemado y mutilado de un hombre negro cerca de la frontera con Brasil, lo que podría sugerir un negocio de drogas que salió mal.
La víctima tenía una marca inusual en su muslo derecho, como si los villanos quisieran enviar un mensaje y ser reconocidos por su brutalidad.
Pocos días después, el periódico español ABC divulgó el caso de un español que también fue torturado con una inscripción en su pierna y que fue encontrado en la misma zona. Una fuente que no quiso ser identificada me informó que la víctima le habría dicho supuestamente a la policía que el hombre negro que fue hallado muerto era su amigo y era africano. Según mi fuente, un testigo indicó que al momento de morir el hombre murmuró las palabras "al-Shabaab," el nombre de un grupo terrorista somalí.
Un boliviano que conozco señala haber visto en la ceremonia de juramentación de Morales en 2006 a Mohamed Abdelaziz, el secretario general del grupo separatista Frente Polisario, que lleva adelante una larga lucha en Marruecos.
África del Norte se está convirtiendo en un semillero de la violencia. Circulan rumores de alianzas entre insurgentes y terroristas. Si Abdelaziz estuvo realmente en La Paz, surgen nuevos interrogantes acerca de la política exterior de Bolivia.
Escriba a O'Grady@wsj.com.

Países cortejan a multimillonarios con visas especiales de residencia

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  • NEIL PARMAR
Hasta hace poco, un trabajo arduo y mucha paciencia con los trámites burocráticos eran los ingredientes necesarios para poder residir en un país codiciado. Hoy en día, sin embargo, a veces lo único que se necesita es ser multimillonario y prometer una inversión significativa en la nueva patria.
Países como Estados Unidos, Australia y Nueva Zelanda están inmersos en una lucha global para atraer a los ciudadanos más acaudalados del mundo y cada uno de ellos ha iniciado o reautorizado programas que otorgan visas a los millonarios.
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Estas iniciativas, que están directamente diseñadas para captar a los inversionistas más pudientes del planeta, agilizan los procesos para obtener la residencia permanente o, en algunas ocasiones, incluso la propia ciudadanía.
"Todos quieren que estas personas traigan su dinero y lo gasten en sus países", dice Douglas Goldstein, asesor de inversiones internacionales y director de Profile Investment Services, una empresa con sede en Israel.
La ofensiva se produce cuando el crecimiento en la riqueza global está siendo capturado por los magnates provenientes de los mercados emergentes. Se pronostica que los "súper ricos" —es decir quienes cuentan con al menos US$100 millones en activos disponibles— crezcan entre 7% y 24% hasta finales de 2016 en Europa Occidental y América del Norte, una cifra muy inferior al 60% previsto en América Latina, 76% en Rusia y más de 100% en China e India, según un informe de riqueza de 2012 elaborado por la consultora Knight Frank y Citi Private Bank.
Al mismo tiempo, los expertos legales y asesores financieros señalan que la incertidumbre política en algunos lugares, al igual que las constantes turbulencias que sacuden Medio Oriente, han impulsado a más multimillonarios a refugiarse en países como EE.UU. "Están viniendo para acá por la estabilidad social y económica", apunta Bruce Givner, un abogado de Los Ángeles.
Las autoridades australianas lanzaron el año pasado un programa de visas para inversionistas significativos en un intento por "atraer empresarios e inversionistas prominentes de todo el mundo e incrementar el crecimiento económico", señalan.
Quienes deseen convertirse en residentes permanentes de Australia pueden hacerlo con ciertos requisitos, incluyendo invertir al menos US$4,7 millones en productos financieros como bonos y fondos gestionados, al igual que en empresas domiciliadas en el país.
El programa ya ha recibido más de 170 solicitudes —la mayoría de China— e iniciativas similares en otros países han experimentado últimamente un auge en la demanda.
Cerca de 7.600 extranjeros postularon al programa de inmigrantes inversionistas conocido como EB-5 en EE.UU. el año pasado, más del doble que en 2011.
Los inversionistas pueden pagar más para colocarse por delante de otras personas que postularon antes. En Reino Unido, por ejemplo, inversiones por alrededor de US$1,5 millones ayudan a caulificar para una residencia permanente después de cinco años, pero US$15,6 millones reduce el tiempo de espera a solamente dos años. Una mayor inversión también puede facilitar el camino para conseguir el codiciado sello de aprobación de un agente de inmigración y aduanas.
Por muy atractivas que estas visas parezcan para algunos, también pueden causar ciertos entuertos legales.
Algunas personas han subestimado la dificultad de retener el estatus de residente una vez que se encuentran en el nuevo país. Algunos inversionistas en EE.UU., por ejemplo, no han logrado crear la cantidad mínima de empleos —10 puestos de tiempo completo en dos años— que necesitaban para continuar su estancia en el país, de modo que se han visto obligados a hacer las maletas junto a sus familias y regresar a su tierra.
"Algunas personas básicamente están comprando 'tarjetas verdes' (como se conocen los documentos que acreditan la residencia permanente en EE.UU.), y las están perdiendo", señala Lauren Cohen, una abogada de Florida.
Lo que a simple vista podría parecer un buen acuerdo también podría convertirse, a la larga, en una aventura económica frustrante. Algunos gobiernos, por ejemplo, han esperado hasta la muerte de los multimillonarios para después aprovechar su estatus de residencia en el país para cobrar altos impuestos sobre sus bienes, dicen los expertos.
En realidad, estos programas se han convertido, hasta cierto punto, en víctimas de su propio éxito, reconocen los especialistas. La provisión de visas para inversionistas inmigrantes en Canadá se agotó en 30 minutos hace dos años, y aunque sólo había 700 cupos disponibles, el país dejó de aceptar nuevas solicitudes para concentrarse en una enorme fila de postulantes, que en su momento superó los 88.500.
En Singapur, los requisitos ya eran bastantes altos, puesto que los inversionistas tenían que gastar un mínimo de US$8 millones y mantener activos en el país por un valor de alrededor de US$16 millones. Pero un ingreso constante de extranjeros acaudalados contribuyó a un aumento en los precios de los bienes raíces, y el gobierno suspendió el programa de visas el año pasado con el fin de "reducir la presión alcista en los precios inmobiliarios locales proveniente de los extranjeros", según un informe de PricewaterhouseCoopers.

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domingo, 27 de octubre de 2013

Elecciones 2014: la “crónica de una derrota anunciada

 

http://eju.tv/2013/10/elecciones-2014-la-crnica-de-una-derrota-anunciada/


evorubenLos desafíos y debate político-electoral actual facilitarán otra victoria del MAS, cuyo líder Evo Morales ha sido incapaz de resolver en ocho años la exclusión, la pobreza, la discriminación y la desigualdad, mientras que los opositores funcionales debieran dar el “paso al costado”.
“A un año de las elecciones generales del 2014 estamos anticipando la crónica de una derrota anunciada” asegura el jefe de la Bancada de Diputados de Convergencia Nacional (CN), Adrián Oliva, al referirse a los desafíos políticos entre los autoproclamados líderes de la oposición y el Presidente Evo Morales, opositores funcionales a la gestión del gobierno y ahora a la retórica de campaña preelectoral del oficialismo.
“El debate político se concentra en la retórica del presidente Morales que les dice a esos opositores que son parte del pasado y ellos le responden que es autoritario. Olvidan que detrás de Morales hay un conjunto de personas que han confiado en él y que hoy se encuentran carentes de opción porque el líder del MAS ya no los representa pero tampoco ciertos opositores porque consideran que votar por ellos será un retroceso”, explicó.
“Estos líderes pretenden atribuirse la representación de la población y utilizan el concepto de la unidad para embarcar a todos los disidentes del gobierno a una empresa que fracasará si insisten en debatir sobre el pasado y el autoritarismo, están haciendo lo que Evo quiere y así el electorado está resignado a votar por el mal menor”, dijo.
Oliva considera que mientras estos líderes no tengan la grandeza suficiente para dar el paso al costado no podrá abrirse un debate político distinto y con ello alimentarán la maquinaria electoralista del oficialismo facilitando la reelección de Morales.
Otra muestra del funcionalismo de esos políticos es que antes de que el Tribunal Constitucional habilitara la candidatura del actual presidente, los ex socios de Morales en la Constituyente ya lo estaban desafiando electoralmente.
“Daría la impresión que Evo necesita de algunos líderes de oposición y que éstos lo necesitan para coexistir y tener una razón de ser, por eso existe ese intercambio de ataques y desafíos a debate que la población ha visto en los últimos días”, indicó.
El diputado tarijeño añadió que quienes se consideran candidatos de la oposición saben que van a ser derrotados pero eso no les importa porque están preocupados por resguardar y defender en la arena política sus intereses personales y empresariales “no se puede lograr resultados diferentes haciendo las mismas cosas”, reflexionó.
El legislador considera que es mejor construir una opción con visión de futuro post Evo superando la simple oposición al oficialismo. “Hay que asumir tareas pendientes que el Estado boliviano no superó ni en la gestión de Morales, como ser: la exclusión, la pobreza, la discriminación y la desigualdad, esa es la agenda con visión de futuro sobre la que debemos trabajar”.
La exclusión, la pobreza, la discriminación y la desigualdad también fueron condenadas por Morales pero luego de ocho años de gobierno “ha sido incapaz de resolver esos problemas históricos del Estado boliviano pese a tener todas las oportunidades y condiciones materiales para encararlos y vencerlos”.
“No podemos continuar en este debate estéril entre el oficialismo y su oposición funcional, que facilita una previsible victoria electoral de Morales, no por las virtudes de Evo, sino porque esos opositores terminando apoyando la estrategia político-electoral del líder del MAS”, alertó.